07/09/10

Radiância

O que vês?

Ainda te vês?

Está turvo, não opaco.

A chuva do tempo cristaliza a Essência, marca imaterial, vívida, invisível, fulgorante, nas asas em que voaste.

Levavam-te, há muitas nuvens atrás, quando sonhar era viver e querer era sentir, por dias espectrais, e por noites onde se acorda,
quando se começa a dormir.

Cai a chuva e marca onde. Sem Essência se fica. Não se fica sem si, fica-se por onde se passa e onde se sorri.


Fecho os olhos para conseguir ver.
E vejo, vejo, vejo..
E quando olho o meu reflexo,
Eu, ainda me vejo..